sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Pergunto-me se realmente vale a pena


Pergunto-me se realmente vale a pena, quando sei que não.

Estes pensamentos fantásticos que envolvem a minha mente de minuto a minuto e me tiram aos poucos a realidade, que me esmagam o coração e me fazem dores de cabeça. Estou cansada. Estou cansada de imaginar pequenos momentos que espero mas sei que não vão acontecer, estou cansada de pensar em alguém para quem importo tanto quanto a calçada nas ruas da nossa antiga cidade.

Farto-me. Desejo poder livrar-me de toda a fantasia que crio dia a pós dia e adormecer sem ter que pensar nele, porque ele é a minha mágoa. Destrói-me enquanto me alimenta e nem se apercebe do crime que está a cometer. Não é ilegal, mas devia ser.

E agora, tal como ontem e antes de ontem, encontro-me sozinha nesta sala a pensar em todas as possibilidades que poderiam haver se tivesse tomado uma outra decisão. Sei que sofreria qualquer das maneiras mas, como dizem, arrependo-me do que não fiz, e agora fico a matutar durante não sei quantas mais horas ou dias ou semanas sobre o que poderia ter acontecido e não aconteceu. Quem me dera poder estar lá, mas agradeço não ter ido.

Só gostava de poder fechar os olhos e eliminar o sentimento que causa em mim, talvez assim ele importasse tanto para mim como eu para ele, mas não mandamos no nosso coração e talvez seja essa a razão porque todos estamos tão perdidos. É definitivamente a razão pela qual eu me encontro assim, desconcentrada, encantada.

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