Mistura Segundos com a Eternidade

  • outubro 07, 2016
  • By Patrícia Dedeiras
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Arrisco-me a dizer que nem sempre quem tudo quer tudo perde, porque eu não perdi nada. Também nunca o tive. É algo estranho e que não me faz sentido, mas sei que também não fará a quem quer que seja que o tente compreender. É um enredo enorme e confuso, que mistura segundos com a eternidade. Pergunto-me se realmente vale a pena, tanto sofrimento contido no meu coração ao longo desta enorme viagem que é a vida.

Obrigo-me a ter que afastar-te de mim, ainda mais, e a que o meu cérebro patético pare de pensar em ti. Estúpido coração. Parece que sempre que espero, desespero. E é verdade, sim, não aguento nem mais um minuto sem o teu toque, ou pelo menos a tua presença, essa que me faz tão feliz e me deixa corada. O problema é que é sempre a mesma coisa, tu apareces, deixas a tua magia e vais embora como se nada tivesse acontecido, acabas por nem perceber aquilo que fazes dia após dia.

Ontem perguntaram-me se gostava realmente de ti e depois perguntaram-me se tu gostavas de mim, e sabes o que é que eu não disse mas gostava de ter dito? Que sim, que me amavas com todo o teu coração e que farias qualquer coisa para me teres nos teus braços novamente, como naquela noite, mas parece que não te importas e só o fazes quando te dá jeito. Ou quando não dá, nem sei mais.

Procuro-te com o olhar a qualquer hora mas nunca te encontro, talvez até seja melhor assim, não gostaria de te encontrar com outra qualquer no lugar em que eu queria estar. E é por isso que isto tem que acabar, chega de merdas. Chega de momentos simples e de momentos complexos, chega de mim e de ti, chega de nós. 

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