Há Luz Na Cidade: Teolinda Gersão

  • março 01, 2017
  • By Patrícia Dedeiras
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Teolinda
Publicarei uma foto com melhor qualidade em breve


Seria natural que, com o final do mês de Fevereiro viesse um post sobre o Carnaval, mas como eu estava nas aulas durante o desfile na Praça Do Giraldo, no centro da cidade, e não fui a nenhuma festa, decidi trazer-vos uma Apresentação Literária que sucedeu na Universidade de Évora, com a presença da escritora Teolinda Gersão que, este ano, teve a honra de ganhar o prémio Virgílio Ferreira 2017.

Nesta conferência, que antecedeu a entrega do prémio, deu-se uma maior importância à sua obra Prantos, Amores e Outros Desvarios que contém vários contos interessantes e alguns confusos, como é o caso de Alice in Thunderland.

Esta pequena apresentação teve duração de uma hora e meia, e começou com algumas palavras da professora de Estudos Literários, Cristina Santos (que se encontra do lado esquerdo da fotografia), que partilhou a sua opinião sobre esta e outras obras da escritora, demonstrando um grande interesse pelas mesmas.

Mais tarde, foi a vez do professor Rui ler o conto Enredos que teve uma especial atenção durante toda a conferência, o qual expressa as palavras de uma mulher que conta a história dos vizinhos da frente, e em como a sua amiga Antónia foi deixada pelo marido, que fugiu com a empregada brasileira que sempre pareceu amigável demais. Foram feitas várias questões relacionadas com este mesmo conto, nas quais os espectadores demonstraram as suas dúvidas relacionadas com estereótipos (como o da mulher brasileira roubar maridos alheios, ou o de o homem não querer que a sua esposa se arranjasse para não atrair outros homens), algumas das quais talvez sejam a razão para um senhor ter saído a meio da apresentação, por não conseguir não reclamar pela menção de alguns homens serem possessivos e controladores, às quais a autora da obra respondeu sempre muito animada.

Quando foi finalmente a sua vez de falar, Teolinda Gersão disse estar então muito grata pelo convite que lhe foi feito, pois gostou de ter regressado à cidade de Évora, especialmente a uma Universidade, pois relembrou-a dos tempos em que ainda era professora. Em torno do conto, e como mencionado anteriormente, a escrito falou sobre o machismo e a insegurança que alguns homens possam ter, no ponto de vista em que exigem que as suas mulheres fiquem em casa e não tomem conta de si mesmas para que não se ponham demasiado bonitas, mas que ele possam fazer e ter quem eles queiram. Fala assim do adultério, da culpa e das consequências da traição, apresentando algumas obras conhecidas como exemplo, entre as quais uma de Eça de Queirós, que termina de um modo diferente e moderno.

Após algumas trocas de palavras, Teolinda Gersão contou uma pequena e divertida história, que tinha como ponto principal a vontade de ler e o facto de muitas vezes o fazermos quando não é apropriado e, no meio de tantas gargalhadas, a frase que, para mim, se destacou mais em toda aquela história, foi quando a escritora disse que "ler é como ir num túnel escuro e parar numa paragem iluminada", porque afinal de contas é isso mesmo que ler é, a procura de algo.

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