LOOKING THROUGH PEOPLE

  • março 18, 2017
  • By Patrícia Dedeiras
  • 2 Comments


Olá a todos, para (não) variar e apesar de ultimamente não ter tempo para fazer nada, juntei-me a outro projeto! LOOKING THROUGH PEOPLE tem como objetivo dar-vos a conhecer um pouco mais sobre os vossos bloggers e youtubers favoritos, através de uma entrevista.

Tive a oportunidade de falar com a Joana Isabel ou, como todos a conhecem, a Ju do Cor Sem Fim. Este post vai acabar por parecer um pouco mais uma conversa do que propriamente uma entrevista, pois foi isso que nós fizemos, de modo a que as questões e respostas surgissem naturalmente e não de uma forma forçada.

LOOKING

A Joana tem 20 anos, é de Portalegre, está a estudar Design e Animação Multimédia, e foi ela mesma que criou o projeto ACMA, que muitos de vocês devem conhecer. Tem o seu blog desde 2014, e têm visto-o crescer ao longo dos anos com muito carinho.

Começámos assim a nossa conversa e, a primeira coisa que lhe perguntei foi relacionada com o seu curso e a razão da sua escolha, à qual ela me respondeu que “queria ir para Arquitetura (foi o que sempre quis, desde pequenina)” mas que é muito nervosa e ansiosa e não se sentia capaz de sair dali; não queria parar de estudar e por isso procurou os cursos que poderia tirar em Portalegre e que se adequassem mais a si.

Nesta linha de conversa sobre empregos e aquilo que realmente gostávamos de fazer, descobri também que o um dos seus sonhos, relacionados com emprego, seria abrir uma pastelaria que ela mesmo tivesse projetado em Londres, “fora isso, uma coisa mais realizável, web design e produção de cinema.” Achei imensa piada à sua ideia de abrir uma pastelaria, até porque eu mesma penso nisso de vez em quando. Vocês sabiam que a Ju costumava fazer e vender bolachas? Pois é, “fazia bolachas de manteiga, e algumas invenções. Punha nutella, pepitas de chocolate, pedaços de noz, etc.” Também já tentou fazer cupcakes mas (tal como a mim) não lhe correu muito bem. No entanto continua a gostar de bolos, claro; quando era pequena adorava o bolo de chocolate da mãe, agora gosta imenso do bolo de iogurte e do de cenoura. Entretanto começou “a fazer outras coisas, coroas de flores, ursinhos de peluche e a vender livros usados."

Aconselhei-a a criar uma espécie de blog e a voltar a vender as suas bolachas e, conversa vai conversa vem, acabei por lhe perguntar aquilo que todos gostaríamos de saber. “Porque criaste o blog?”

“Eu comecei o Cor Sem Fim no verão de 2014. Todos os verões decidia fazer alguma coisa diferente e nesse verão decidi que ia começar a escrever para um blog. Foi quando terminei o 12º ano e ia começar o primeiro da universidade, ia separar-me de imensa gente, ia deixar de estar na escola que já me era familiar. Estava numa altura de escolhas, de decisões, de receios e quis trazer cor à minha vida. Eu já tinha tido dois blogs antes: um em que falava dos meus desenhos (acho que tem uns dois posts) e outro onde tinha desabafos. Comecei o Cor Sem Fim enquanto anónima, pois não queria que NINGUÉM soubesse quem eu era e o que escrevia. Fiz um plano com rubricas, tinha imensa pesquisa feita, tinha tudo delineado... e não consegui cumprir” (risos).

Com a curiosidade a chamar por mim, perguntei se já alguma vez tinha pensado em desistir do blog, talvez por falta de tempo, assuntos ou até mesmo de paciência, mas a Joana tem sempre assuntos para falar; no entanto por vezes desmotiva sem razão aparente e já chegou mesmo a pensar desistir do blog. “Às vezes tento fazer planos para ser regular e quando não os consigo cumprir e isso manda-me um pouco abaixo também. E tenho imensas ideias e imensas coisas que quero fazer e que quero falar, mas sinto um aperto e não consigo fazer tudo ao mesmo tempo.”

A autora do Cor Sem Fim contou também que adorava declamar poemas, “Gostava de lhes dar vida, de os interpretar como se fossem mini peças de teatro, de os musicalizar (…) por volta do meu 8º ano (já os) escrevia. Sempre escrevi muito, então à mão... cheguei a escrever posts de blog à mão num caderno!” Porque é que gostas tanto de escrever à mão? “Tem um cunho pessoal, para mim. organizo-me melhor com as coisas espalhadas em cima da mesa do que todas dentro de um computador.” Para organizares coisas relacionadas com o ACMA, por exemplo, agora com tantos participantes também organizas tudo à mão? Sim, as datas estão todas na agenda. As datas, o nome da pessoa, o tema que cada um vai abordar... No início bastava fazer uma lista, mas começaram a ser tantos participantes que passei a usar o dia a dia.”

É verdade! De mês para mês o projeto parece continuar a crescer e todos os meses há sempre mais gente a querer juntar-se ao ACMA. Não pude deixar a oportunidade fugir, e tive que lhe perguntar se estava à espera que a sua ideia tivesse tanto sucesso, não só da parte dos participantes mas também dos leitores. Ela mostrou-se bastante impressionada e disse que ficou “imensamente feliz” quando começou a receber os primeiros e-mails, pois não fazia ideia que o projeto iria ter tanta adesão, e que a cada dia que passa é uma felicidade acordar com tantos e-mails de pessoas que acarinham o seu projeto. Pessoalmente, penso ter tido tanto sucesso devido à sua característica cultural e diferente, e a Ju pareceu concordar.

“E que mais é que te faz feliz?”
“Uma boa gargalhada. Às vezes as coisas mais simples, com desviar o cabelo dos olhos, ouvir a chuva antes de adormecer, beber um chá, comer uma bolacha muito lentamente, deixar um bolo desfazer-se na boca, olhar alguém que gostamos nos olhos e ver que essa pessoa está feliz ou quando o meu gato vem ter comigo.”

“Não te arrependes de nada? Se pudesses voltar atrás, mudavas alguma coisa?”
“Acho que não te devias arrepender de muita coisa. se assim não fosse, hoje não estavas onde estás e não eras quem és. Algo mudado no passado e eu poderia não estar aqui a falar contigo, poderias nunca ter criado o teu blog... já viste o que era? Claro que há pequeninas coisas que me arrependo, mas ajudaram-me a ser quem sou.... é complicado dizer-te mas acho que são poucas as que mudaria.”

Perguntei-lhe se, de todas as suas publicações, havia alguma assim em especial que gostasse mais ou alguma com a qual não estivesse muito contente, e ela disse-me que as entrevistas são, talvez, as mais pessoais assim como as das viagens.”

E tens alguma sugestão para alguém que esteja a pensar criar um blog?”
“Serem sinceros a si mesmos, acreditarem no que dizem, terem confiança no que escrevem e apaixonarem-se todos os dias pelo seu trabalho.”

Descobri também que os seus artistas e bandas preferidos/as são Hozier, The Lumineers, Ben Howard e que agora anda a ouvir The Strumbellas; que prefere o frio ao invés do calor; e que gosta imenso de viajar, mas não o faz muito devido à situação da “agrofobia” (sobre a qual podem ler mais aqui). Descobri isso e muitas outras coisas, então e vocês, impressionados?

Há muito sobre as pessoas além do seu blog e daquilo que nos dão a conhecer e, de certo que hoje aprenderam imenso sobre a Ju e aquilo que ela tem a dizer. Espero que tenham gostado e que vejam os blogs abaixo indicados e as respetivas entrevistas. Se quiserem saber um pouco mais sobre mim, podem também visitar o blog da Ju e ver a entrevista que ela me fez!
 

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2 comentários

  1. Gostei muito de ler (= Se ela algum dia abrir uma pastelaria em Londres, já tem aqui uma cliente!

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  2. Adorei e concordo totalmente, são as coisas mais simples que nos fazem feliz,Obrigada pela tua participação, beijinhos <3

    http://andreiaseraos.wixsite.com/blog

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